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Calvino: Perseguidor, Assassino, Líder do Terror Em Genebra?
Calvino: Perseguidor, Assassino, Líder do Terror Em Genebra?

Calvino: Perseguidor, Assassino, Líder do Terror Em Genebra?

(3 páginas listando assuntos tratados em um livro de 376 páginas, “CALVIN: A BIOGRAPHY”, by Bernard Cottret, published by William B. Eerdmans Publishing Company Grand Rapids, Michigan, copyright 2000.
Os números da página estão incluídos)

 

1. (página 128) 1536 – CALVINO foi o único (ou pelo menos, o principal, o grande), propositor de “uma confissão de fé” a ser imposta sobre [todos] os genebrinos [habitantes do município de Genebra]. [Calvino nunca foi um coitadinho bonzinho inocente e impotente, sendo oprimido e forçado por um governo totalitário e cruel.
Calvino era o governo, ou estava acima dele, ou era a influência e a parte mais forte e controladora dele, ou era o governo por trás do governo. Só um cego não percebe que, de 1536 até sua morte em 1564, Calvino foi o grande responsável por tudo de bom e de mal em Genebra, em todos os aspectos.]

2. (página 128) 10 de novembro de 1536 – A Confissão de Fé foi apresentada, intitulada Confissão de Fé, que todos burgueses e habitantes de Genebra e submissos em seus territórios devem jurar que cumprirão e manterão.”Este documento concedeu direito ao governo {*} para excomungar os infratores e proteger os inocentes por castigar os culpados [de infringirem qualquer artigo da Confissão de Fé.] {* o governo podia ser visto como apenas um braço a serviço da igreja, era o braço armado e coletor de impostos e executor da lei, tudo isso a serviço da igreja}

3. (página 128) 16 de janeiro de 1537 – As autoridades de Genebra aprovam a Confissão de Fé e os artigos separados, dos quais CALVINO foi o único [ou pelo menos, o principal, o grande] propositor.

4. (página 129) 1537 – Uma cláusula da Confissão de Fé e seus artigos incluiu que as imagens piedosas (mesmo aquelas mantidas nas casas particulares das pessoas, e não nas igrejas católicas que tinham sido banidas) tinham que ser destruídas.

5. (página 129) março 1537 – Os Anabatistas foram banidos (expulsos) de Genebra. (os Anabatistas foram definidos principalmente por sua rejeição do batismo infantil.)

6. (page 129) abril 1537 – Instigados por CALVINO [ele mesmo, sozinho], funcionários da cidade, incluindo capitães e guardas municipais, foram ordenados a ir de casa em casa para se assegurarem que os habitantes [um a um] subscreviam a Confissão de Fé.

7. (página 129) 30 de outubro de 1537 – Houve uma última tentativa de obter a subscrição da Confissão de Fé de todos os que tinham estado hesitando em subscrevê-la.

8. (página 129) 12 de novembro de 1537 – distrito por distrito (bairro por bairro, rua por rua), todos aqueles que não tinham assinado a Confissão de Fé foram obrigados a deixar a cidade.

9. (página 180) fevereiro 1545 – “Freckles” [Sardento] Dunant morre sob tortura sem admitir o crime de propagação da praga [a peste bubônica]. Depois, seu cadáver foi arrastado para o meio da cidade e queimado.

10. (página 180) 1545 – Logo em seguida ao incidente com Dunant, vários outros homens e mulheres foram lançados na prisão, incluindo um barbeiro e um supervisor do hospital, sob a acusação de que tinham “feito um pacto com o diabo.”

11. (página 180) 07 de março de 1545 – Duas mulheres foram executadas, mais precisamente foram queimadas vivas na fogueira (presumivelmente pelo crime de feitiçaria, ou seja, espalhar a praga). CALVINO [ele mesmo, sozinho] INTERFERIU, aparentemente para que elas fossem executadas o mais cedo possível, ao invés de depois de um tempo adicional na prisão.
O Conselho com alegria seguiu seu diretiva e pediu ao carrasco para “ser mais diligente em cortar as mãos dos malfeitores.

12. (página 180) 1545 – mais execuções, ocorridas somente depois de longas torturas, feitas com todo cuidado para se evitar a morte “prematura”. A acusação sobre cada um foi a de que propagavam a praga.
A maior parte dos torturados se recusou a confessar. Os meios de assassinar variaram um pouco, incluindo a decapitação. Muitos cometeram suicídio em suas celas para evitar a tortura, depois os restantes foram algemados [para evitar que se suicidassem]. Logo depois disso, uma mulher suicidou-se lançando-se através de uma [altíssima] janela.

13. (página 208) 1545 – CALVINO [ele mesmo, sozinho] fez com que os magistrados prendessem Belot, um Anabatista (contrário ao batismo infantil) por ter ele afirmado que o Antigo Testamento foi abolido pela Novo [e acusado Calvino de excessivo  uso do vinho alcoólico]. Belot foi acorrentado e cruelmente torturado. Depois, foi para sempre banido [expulso] da cidade, e dito que nunca mais ali voltasse, sob pena de ser enforcado.

14. (página 180) 16 de maio de 1545 – A última execução relativa ao surto da peste [bubônica], elevando o total de assassinados [executados pelo governo] a 7 homens e 24 mulheres [31 pessoas no total]. Uma carta do próprio CALVINO [ele mesmo, sozinho] serve de comprovação que 15 dessas mulheres foram queimadas vivas] na fogueira. A única preocupação de CALVINO era que a praga não chegasse à sua casa.

15. (página 189) abr 1546 – Ami Perrin foi levada a julgamento por se recusar a testemunhar contra várias amigas que eram acusadas de ter dançado. Ela foi encarcerada por se recusar testemunhar.

16. (página 190) julho 1546 – Jacques Gruet foi acusado de escrever um cartaz contra CALVINO.
Gruet foi preso e torturado até que admitiu o crime. Ele foi, no dia 26, decapitado.

17. (página 177) 22 de novembro de 1546 – CALVINO [ele mesmo, sozinho] elabora uma lista de nomes inadequados para serem dados no batismo (isto é, inadequados para nomear crianças). A posição de CALVINO [ele mesmo, sozinho] insistia em que um nome aparecesse na Bíblia, ou então seria inadequado [proibido] para ser dado a uma criança, no batismo.

18. (página 217) 13 de fevereiro de 1547 – CALVINO [ele mesmo, sozinho] escreve para o homem que [6 anos depois] iria presidir a queima de Miguel Servet. Na carta CALVINO [ele mesmo, sozinho] escreve:
“Porque, se ele [Miguel Servet] vier [a meu alcance], então, até onde a minha autoridade vai, eu não vou deixá-lo sair vivo.

19. (página 189) quinta-feira 23 junho, 1547 – Várias mulheres julgadas por terem dançado, desta vez incluindo Ami Perrin.

20. (página 192) 23 de setembro de 1547 – François Favre foi processado por ter dito que CALVINO [ele mesmo, sozinho], é quem tinha proclamado a si mesmo como bispo de Genebra. Favre, Perrin, e sua esposa foram novamente presos.

21. (página 184) 27 de setembro de 1548 – CALVINO [ele mesmo, sozinho] denuncia a esposa de seu irmão para o Consistório [reunião dos mais altos religiosos, para dar apoio ao maior de todos eles, em suas decisões] por suspeita de adultério.

22. (página 184) 16-18 outubro de 1548 – Anne, cunhada de CALVINO, foi libertada e foi forçada a se ajoelhar e publicamente pedir perdão a seu marido e a CALVINO (aparentemente por ter danificado sua reputação.)

23. (página 210) de outubro de 1551 – Hierome Bolsec foi preso por causa de sua oposição à doutrina da predestinação tal como ensinada por Calvino. Na prisão, ele foi imediatamente interrogado [e para sempre banido (expulso) de Genebra.
Foi para a França e foi sempre rejeitado por todos os reformados. Levou o resto da vida escrevendo amarguradas denúncias expondo mal feitos de Calvino, Beza, e outros reformadores, e voltou ao Catolicismo.]

Ademais:

Calvino fez com que um homem, que casualmente o criticou em um jantar de uma festa, marchasse através das ruas de Genebra, ajoelhando-se a cada interseção de ruas e clamando pelo perdão por Calvino [Benedict cita a Calvini Opera 21:21, 367, 370-77 e vários textos secundários como evidência deste episódio].

Lutero disse a respeito das ações de Calvino em Genebra “[lá, em Genebra,] com uma sentença de morte eles resolvem todos os questionamentos” (Juergan L. Neve, A History of Christian Thought, vol. I, p. 285).

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A partir desse levantamento da vida de João Calvino, descobrimos que 38 (!!!) pessoas foram executadas (assassinadas) durante o tempo de Calvino dominando sem contestação sobre Genebra, como se fosse um rei absoluto, nada ocorrendo sem sua permissão.
Algumas dessas pessoas foram queimadas vivas.
Outras foram decapitadas e esquartejadas depois. A maioria foi cruelmente torturada antes da execução. Muitos mais [que esses 38 homens e mulheres] foram presos e cruelmente torturados, sem chegarem ao ponto de serem assassinados. A grande maioria destas pessoas foi acusada de praticarem feitiçaria com a finalidade de espalhar a praga [a peste bubônica]. Quanto a pelo menos dois desses homens, o crime foi pouco mais que uma discordância pública, uma denúncia pública ao próprio Calvino. E, em casos como o de Miguel Servet, a premeditada determinação de Calvino para matar foi feita facilmente perceptível através de uma carta escrita 6 (seis!!!) anos antes de Servet ter sido preso em Genebra e lá levado a julgamento.

Enquanto Calvino não cometeu as execuções ele mesmo (com suas próprias mãos), ele exortou [incentivou, induziu, pressionou] seus contemporâneos a caçar e exterminar todos os [que ele] considerava feiticeiros [ou inimigos dele mesmo]. Ora, tiranos, tais como os chefes da máfia, raramente fazem o seu próprio trabalho sujo [raramente sujam as próprias mãos, pois têm seus asseclas que se deliciam em assassinar a mando deles]. Não se engane, a história registra claramente que Calvino tanto direta como indiretamente lançou homens e mulheres no mais sórdido cárcere, os torturou
[cruelmente] e os executou [muitas vezes, com requintes de crueldade]. Ele não só aprovou tais práticas, ele as instigou! [empreendeu todos seus esforços para as fazer acontecer.]

Não, Calvino não foi meramente um “espancador.”
Ele não foi meramente “contencioso.” Ambas essas coisas seriam suficientes para lhe desqualificarem como um líder da Igreja de acordo com 1 Timóteo 3: 1-3 e Tito 1: 7-8.

1Tm 3:1-3 1 ESTA é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. 2 Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; 3 Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento (ACF – 2007)

Tt 1:7-8 7 Porque convém que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; 8 Mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante (ACF – 2007)

 

Não, Calvino foi muito, muito mais que isso. Sob um Novo Testamento em que não existe qualquer justificação ou mandato para matar qualquer homem, não importa o quão imoral ou blasfemo ele seja, João Calvino foi um responsável por cruéis torturas e um responsável por assassinatos [muitos deles com requintes de crueldade]. Ele é indigno de ser
chamado um líder da Igreja.

Este é o homem que muitos na Igreja moderna de hoje olham para trás [tontos de deslumbramento] com reverente respeito, pendurando-se em cada um de seus ensinamentos. Nós não só rejeitamos Calvino como um líder com base nestas evidências históricas documentadas no livro revisado, mas também rejeitamos [muitos dos] ensinos de Calvino, nisso estando nós firmemente fundados sobre dois sólidos alicerces:

a Bíblia frontalmente colide de frente contra e destrói alguns dos ensinos dele, e ele está longe de preencher as qualificações bíblicas para ser um professor e líder na Igreja.

Você aceitaria doutrina de um homem por influência de quem 38 homens e mulheres foram cruelmente torturados e executados, e dezenas ou centenas de outros foram “simplesmente” cruelmente torturados? Nós não faríamos isso, e esperamos que você não queira fazê-lo.

E uma última palavra sobre Calvino como intérprete da Bíblia. Se seus pontos de vista sobre a predestinação são tão minuciosamente estudados e estabelecidos, como é que ele apoiou uma tamanha prática anti-bíblica como o é o batismo infantil, uma atividade que não tem absolutamente nenhum precedente ou mandato na Escritura? Parece que aqueles que defendem a superioridade dos métodos de interpretação de Calvino quando se trata de predestinação também têm que se submeter às suas [meras] opiniões [sem mandato nem exemplo na Bíblia] sobre o batismo infantil, ou têm que negar toda a argumentação deles relativa à superioridade dos métodos de Calvino.

Como nossa nota final, lembramos que durante a Sua vida aqui na terra, Jesus teve misericórdia da adúltera que foi trazido diante dEle, condenada à morte, e pronta para ser apedrejada pelos líderes religiosos daquele dia. Gostaríamos de saber o que Calvino teria feito naquele dia? De quem teria ele ficado do lado? Do Homem que oferecia misericórdia, ou dos líderes religiosos prontos para apedrejar a mulher culpada? Sem dúvida, Calvino teria pelo menos a jogado no cárcere. Independentemente da forma de punição, as ações do próprio Calvino certamente o identificam mais com os fariseus do que com as ações de Jesus.

Nós os deixamos agora com algumas palavras de Jesus.

Mateus 7:15-20

15 Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.16 Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?17 Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus.18 Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.19 Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.20 Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.

 

Aqui, lá, ou no ar!

Autor: Teno Groppi

Tradução e adaptação: Hélio de Menezes Silva.

Leia mais em: “Calvin and Persecution” (Why the Silence!) http://www.a-voice.org/tidbits/calvinp.htm

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